Assembleia dos Servidores de Valinhos aprova estado de greve e Sindicato convoca participação dos trabalhadores
Assembleia dos Servidores de Valinhos aprova estado de greve e Sindicato convoca participação dos trabalhadores
Valinhos, SP - A aprovação de um projeto de lei pela prefeitura de Valinhos, que visa conceder reposições inflacionárias e outros benefícios aos servidores municipais, gerou uma onda de tensão entre o sindicato da categoria e a administração local. O projeto foi aprovado sem o aval do sindicato e dos servidores, levando à decisão de entrar em "estado de greve" durante uma Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 27 de janeiro. Os próximos passos incluem notificações legais e mobilizações públicas, enquanto o sindicato busca diálogo com a população para esclarecer as reivindicações.
Contexto da Aprovação do Projeto
A prefeitura de Valinhos aprovou recentemente um projeto de lei que tem como objetivo conceder reposições inflacionárias e outros benefícios aos servidores municipais. A medida, no entanto, foi implementada sem a consulta prévia ao sindicato representativo da categoria, o que gerou controvérsias e insatisfação entre os trabalhadores. De acordo com fontes envolvidas, a aprovação ocorreu de forma unilateral, destacando uma divergência entre as expectativas dos servidores e as ações da administração municipal.
A Insatisfação dos Servidores
Os servidores municipais expressam um forte sentimento de insatisfação e até mesmo de "traição" em relação ao prefeito Franklin Duarte de Lima, que durante sua campanha eleitoral havia prometido valorizar o trabalhador e promover melhorias nas condições de trabalho. A percepção é de que o projeto aprovado "desqualifica a categoria", ao não atender às demandas específicas dos profissionais e ao ignorar o diálogo necessário com suas representações. Além disso, os vereadores foram convocados em recesso para aprovar o projeto, o que reforça a visão dos servidores de que o processo careceu de transparência e participação democrática.
A Decisão da Assembleia Geral Extraordinária
Durante a Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 27 de janeiro, os servidores decidiram entrar em "estado de greve" como forma de protesto contra a aprovação do projeto sem o aval sindical. A reunião, que contou com a participação ativa dos trabalhadores, refletiu o descontentamento generalizado e a determinação em buscar soluções que atendam aos interesses da categoria. Sindicatos vizinhos, a Força Sindical e Fupesp estiveram presentes em apoio ao Sindicato e a toda categoria.
Próximos Passos Legais e Sindicais
Como parte das ações legais, o advogado Ederson Marcelo Valencio (OAB/SP 125.704) notificará a administração municipal sobre o estado de greve, formalizando a posição dos servidores. Além disso, o sindicato planeja realizar uma série de mobilizações para pressionar por mudanças. A primeira dessas ações está agendada para o dia 19 de janeiro, às 10h, na praça em frente à prefeitura municipal, onde os servidores pretendem manifestar suas reivindicações de forma pacífica e organizada.
Comunicação com a População
Para informar a população de Valinhos sobre a situação, uma comissão eleita durante a assembleia produzirá uma carta aberta, explicando os motivos do conflito e as posições dos servidores. Paralelamente, o sindicato iniciará um diálogo por categoria, com o objetivo de esclarecer as ações futuras e as medidas que serão tomadas para resolver o impasse, buscando o apoio e a compreensão da comunidade local.
Em um cenário de tensão entre a prefeitura e o sindicato, o presidente da entidade, Sr. Valteni Alves dos Santos, reclamou da postura do atual prefeito, acusando-o de ter usado a categoria para ajudar em sua eleição e agora descartar por completo os servidores. Santos reforçou a necessidade de união e a importância da participação efetiva dos servidores nas decisões que afetam sua categoria, para combater tanto os vereadores que foram omissos e coniventes com a gestão, quanto ao atual prefeito. A população de Valinhos acompanhará de perto os desdobramentos, que incluem as mobilizações programadas e possíveis negociações entre as partes envolvidas. A busca por um equilíbrio entre os interesses administrativos e trabalhistas permanece no centro das discussões.
