O 'Modelo Bukele' de Segurança: Inspiração ou Polêmica na América Latina? Lições para o Brasil no Combate à Violência

O 'Modelo Bukele' de Segurança: Inspiração ou Polêmica na América Latina? Lições para o Brasil no Combate à Violência

O 'Modelo Bukele' de Segurança: Inspiração ou Polêmica na América Latina? Lições para o Brasil no Combate à Violência

Nayib Bukele revolucionou El Salvador, convertendo um dos países mais violentos do mundo em modelo de segurança. A taxa de homicídios despencou de 103 por 100 mil habitantes em 2015 para 1,9 em 2024 (Statista). Seu regime de exceção, iniciado em 2022, gerou mais de 85 mil prisões de supostos pandilleros e a megaprisão CECOT, com capacidade para 40 mil detentos. Mas essa "mão de ferro" ecoa em outros líderes latino-americanos?

No Equador, Daniel Noboa, inspirado em Bukele, declarou "guerra interna" em 2024 contra gangues após rebeliões prisionais. Construiu prisões de alta segurança e prorrogou emergências, cortando homicídios de 46 por 100 mil em 2023 para cerca de 20 em 2025 (dados oficiais). Semelhanças incluem prisões em massa, mas Noboa lida com maior resistência judicial e narcotráfico internacional.

Em México, Claudia Sheinbaum (sucessora de AMLO) segue "abrazos, no balazos" (abraços, não balas), priorizando inteligência social e antipobreza. Avanços locais existem, mas homicídios giram em 25 por 100 mil (INEGI 2025), criticados por falhas contra cartéis como Sinaloa.

Na Colômbia, Gustavo Petro investe em "paz total", com negociações e programas sociais, reduzindo homicídios para 25 por 100 mil em 2025 (Ministério da Justiça). Diferente de Bukele, evita exceções constitucionais, mas enfrenta ELN e Clan del Golfo.

No Brasil, a direita – como Eduardo Bolsonaro – exalta Bukele, influenciando governadores como Tarcísio de Freitas (SP), que reforçou penas e operações contra facções. Lula foca desmilitarização e sociais, com 20 por 100 mil homicídios (Fórum Brasileiro de Segurança Pública 2025). O federalismo limita cópias, travando ações ousadas de governadores contra o crime organizado. Como o Brasil deve agir: endurecer como Bukele ou equilibrar repressão e prevenção, correndo o risco de manter a população em constante insegurança?

O "efeito Bukele" impulsiona a direita regional (90% aprovação, Latinobarómetro 2023), mas analistas como Lucía Dammert (Nueva Sociedad) alertam para riscos autoritários. Na prática, esses temores não se materializaram em nações de direita, que regularmente são atacadas pela oposição (prioritariamente de esquerda), enquanto o povo, permanece vítima da violência urbana.