Justiça de Israel prorroga prisão de ativista brasileiro detido em flotilha

Justiça de Israel prorroga prisão de ativista brasileiro detido em flotilha

Justiça de Israel prorroga prisão de ativista brasileiro detido em flotilha
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O tribunal israelense da cidade de Ashkelon decidiu, neste domingo (3), prorrogar por mais dois dias a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila e do ativista palestino-espanhol Saif Abu Keshek. A decisão ocorre após a dupla ser interceptada pelas forças navais de Israel em águas internacionais enquanto integrava a Global Sumud Flotilla, uma missão humanitária que tinha como objetivo romper o bloqueio e levar ajuda à Faixa de Gaza.

Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram detidos originalmente na última quinta-feira, 30 de abril, durante uma abordagem militar à embarcação em que se encontravam. Após a captura, os ativistas foram transferidos para o território israelense sob custódia, onde aguardam a conclusão das investigações. Segundo as autoridades de Israel, os detidos estão sendo interrogados por supostas infrações relacionadas à segurança e à tentativa de entrada não autorizada em área de conflito.

A detenção ocorreu no âmbito da Global Sumud Flotilla, uma coalizão internacional de ativistas de direitos humanos que partiu com o intuito de chamar a atenção global para a crise humanitária em Gaza. A operação israelense que interceptou a flotilha resultou na detenção de diversos participantes, embora a maioria tenha sido liberada ou deportada logo após o interrogatório inicial. No caso de Ávila e Keshek, a Justiça optou por manter a prisão preventiva para aprofundar as apurações.

Representantes da Embaixada do Brasil em Israel confirmaram que estão acompanhando o caso e já realizaram visitas a Thiago Ávila para assegurar sua integridade física e garantir o cumprimento de seus direitos fundamentais. A defesa do ativista e organizações internacionais de direitos humanos questionam a legalidade da detenção, alegando que a interceptação ocorreu em águas internacionais e que a missão possuía fins exclusivamente humanitários.